Maricá/RJ,

O discurso da memória e a identidade feminina na literatura afro-brasileira

                                                                                                Paraguassu de Fátima Rocha*

Resumo 

A literatura afro vem conquistando espaço no cenário cultural brasileiro através da construção de uma poética que busca trazer o negro para o centro da narrativa. A constituição dessa nova poética permite abandonar estereótipos que durante muito tempo caracterizaram o afrodescendente e que ressaltavam apenas seus atributos físicos, sua sensualidade, sua fala e sua falta de inteligência. Ao abrir mão de conceitos estreitos que tendem a aumentar as desigualdades, a literatura possibilita o surgimento de personagens que se destacam não pela raça ou cor da pele, mas por uma trajetória marcada pelo sucesso, contrariando o registro encontrado na maioria de seus textos ficcionais que mostra uma imagem desvirtuada do afrodescendente, cujo processo de desumanização e subalternização se evidencia tanto na consciência negra quanto no olhar do branco. Dessa forma, o presente artigo visa analisar as relações entre identidade e memória nos romances Úrsula (1859) de Maria Firmina dos Reis, Ponciá Vicêncio (2003) e Becos da memória (2006) de Conceição Evaristo e Um defeito de cor (2006) de Ana Maria Gonçalves com base nos pressupostos teóricos de Stuart Hall e Elisa Larkin do Nascimento sobre a identidade e Maurice Halbwachs a respeito da memória coletiva.

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* Professora do curso de Letras do Centro Universitário Campos de Andrade – Uniandrade, Curitiba/PR.

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